Gucci e Versace estão entre as marcas com menos transparência sobre o seu modo de produção

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Gucci e Versace

A Fashion Revolution, com sede no Reino Unido, recentemente lançou a terceira edição do Fashion Transparency Index, que classifica as marcas de acordo com o quanto elas divulgam sobre as suas práticas. As marcas são classificadas por um sistema de pontos, que analisa a abertura de novas franquias, as condições em que os funcionários trabalham e o impacto ambiental que elas causam, além de como as marcas respondem aos sindicatos e questões relacionadas.

Entre as marcas que trabalham com mais transparência estão a Adidas, Reebok, PUMA e H&M que tiveram uma avaliação alta, entre 51 a 60% de transparência. Atrás delas estão a Levi, Vans, The North Face, Timberland e Zara com uma avaliação de transparência de 41 a 50%.

Por outro lado, as grifes como Chanel, Versace, Dior, Marc Jacobs e Dolce & Gabbana, tiveram uma avaliação muito baixa, em torno de 10% de transparência, juntamente com a Sports Direct e a Urban Outfitters.

A Fashion Revolution foi criada há cinco anos em resposta ao acidente da fábrica Rana Plaza em Bangladesh, onde 1.138 trabalhadores de confecção de vestuário morreram e mais de 2.000 ficaram feridos. A Fashion Revolution tem como objetivo enfatizar a importância da transparência das marcas, na esperança de evitar ferir os direitos humanos e o abuso ambiental nas fábricas. À medida que as marcas se tornam mais transparentes com o seu trabalho, a Fashion Revolution permitirá que os clientes tomem decisões conscientes sobre onde vão ou não comprar.

O relatório incluiu 150 rótulos nos setores de luxo, acessórios, esporte, etc. Com um faturamento anual de mais de US $ 500 milhões, no relatório a Fashion Revolution explica:

“Somente as pesquisas de campo feita por ONGs, sindicatos e acadêmicos podem revelar os verdadeiros impactos das políticas e práticas das marcas em situações do mundo real. A Fashion Transparency Index foi desenvolvida para dar uma ideia ilustrativa do quanto as marcas conhecem e compartilham sobre as suas redes de franquias. Optamos deliberadamente por nos concentrar especificamente na transparência por meio de divulgação pública e não em tudo o que as marcas e lojas estão fazendo internamente, mas sim nos bastidores de suas empresas e redes de franquias”.

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