Emicida questiona a existência de poucos artistas gay no Rap

Emicida

Emicida que atualmente está em turnê pela Europa, concedeu uma entrevista ao programa RFI Convida e nela, o rapper que recentemente lançou o single “AmarElo”, com Pabllo Vittar e Majur, levantou a questão de ter tão poucos artistas gays no rap.

“Quando a gente convida Pabllo e Majur para o epicentro da coisa, é para colocar a música rap na frente do espelho e se perguntar: por que não temos mais artistas assumidamente gays? Que tipo de atmosfera a gente construiu que faz essas pessoas se sentirem agredidas na nossa presença?”, afirma Emicida, em entrevista ao programa RFI Convida. “Em que momento, da nossa trajetória, enquanto movimento cultural que emancipa tantas pessoas ao redor do mundo, a gente deixou de ser um braço, de estender a mão para essas pessoas? AmarElo visa também fazer essa reflexão.”

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Emicida lançou na Europa um vinil com AmarElo e Eminência Parda – fruto do trabalho com a paraense Dona Onete, o paulista Jé Santiago e o português Papillon. A letra, e sobretudo o clipe da música, abordam o lugar que os afrodescendentes ocupam no imaginário da classe média brasileira.

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